segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O livro da saudade


Após passada toda a minha vida, 
Contá-la-ei num livro de lembrança. 
Dele farei magia proibida 
E voltarei ao meu tempo de criança. 

Traçarei novos ritmos a essa estrada, 
Saberei outros sons às poesias 
Que cantaram o rumo da jornada 
E deram o fel e o mel aos meus dias. 

Mas semearei no livro tais mistérios 
Pra que o transformem em felicidades 
E de sonhos construam grandes impérios. 

O saber dos erros me faz sensível. 
Que serve um livro todo de saudades 
Se o fim está próximo e é irreversível?

Um comentário:

  1. Após passar por toda a minha vida,
    Contá-la-ei num livro de lembrança:
    Dele farei magia proibida
    E voltarei ao tempo de criança.

    Traçarei novos ritmos nessa estrada,
    Saberei outros sons às poesias
    Que cantaram o rumo da jornada
    E deram o fel e o mel para os meus dias.

    Vou semear nas páginas mistérios
    Avessos ao passar dessas idades
    E aos sonhos de erigir grandes impérios.

    Será a síntese do Inacessível.
    Que serve um livro todo de saudades
    Se o fim está próximo e é irreversível?

    Desculpe a intromissão, mas não resisti e fiz algumas mudanças, para não ofender o decassílabo e dar mais ritmo à matéria. Continue escrevendo, um sonetista de talento é algo raro em nossos dias.

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